Faz algum tempo li um livro de Aldoux Husley, uma ficção profética, chamado “Admirável Mundo Novo”, onde há uma previsão do que aconteceria no futuro ao homem considerando todas as possibilidades de decisão tomadas por ele mesmo ao longo do tempo. O sistema de governo ultrapassado e sem firmeza no sentido de não conter as diversas forças sociais e seus anseios, essas que fazem pressão para que haja mudança, não é mais capaz de conter os governos paralelos, aquele que domina pelo medo e pela força, hoje tão comum nas grandes cidades e que em determinados momentos realmente governam a cidade, o estado e o país. É ridículo pensar assim, mas, de qualquer maneira esses governos determinam e continuam a determinar mudanças mundiais em todas as áreas da vida. A tecnologia beneficia mais àqueles do que esses, assim, não há visão límpida, no horizonte, de que possa haver uma regressão nesta tendência mundial.
Se esses governos paralelos pudessem centralizar o comando teríamos uma reversão incrível nos tipos de governo, pois, a administração seria totalmente rendida à força dos chefes e seus capos. Enquanto isso não ocorre, sem nenhuma cerimônia os pequenos prefeitos, governadores, e presidentes de pequenas, médias e grandes áreas, continuam impunemente a comandar seus reinados. Incrível como a população, talvez, por desgosto com os políticos oficiais, apóia e se sente bem aninhado nos braços violentos e que muitas vezes dão de comer e vestir para grande parte da população, apadrinhadas por estes novos imperadores. A Rússia, com sua história belicosa e de intransigência possui hoje, talvez, a pior e maior centralização do que se chama de máfia, considerando a capacidade invasiva no governo oficial em todos os níveis, abrangendo o legislativo, executivo e judiciário, de toda espécie de filiados à máfia. O Brasil também, com sua história de se dar um jeitinho em tudo, é refém dessa nova modalidade de governo, onde há uma tendência de acomodação do oficial e do espúrio, de maneira que quanto menos um interferir no outro melhor é, e, a paz reina e tudo se absorve, mas, se por um outro lado algum interesse, que não é o ser humano é quebrado, aí há arranhões, lutas, entregas de corpos, tudo para que se lave a mesa, e, se possa novamente, conviver em paz, e, sentar-se à mesa sem constrangimentos.
A paz, não é aquela do mundo romano, tão sonhada paz, baseada na expressão que divinizava o imperador, paz baseada no homem pelo homem, por isso, não subsistiu, mesmo tendo a força da pessoa do imperador como bandeira:
- Ave, Cézar.
Também não é aquela preconizada por Jesus, o Cristo, que disse:
- Deixo-vos a minha paz, não vo-la dou como o mundo a dá...
Era para ser uma paz que vinha de dentro do coração do homem, mas, que apesar da boa vontade de alguns, como minoria, outros, a maioria, acabaram por implantar uma nova ordem que parece ser irreversível, pois, seu poder é imenso, e, é baseado, alicerçado, no medo pelo medo, e, que parece acabará nos levando a um comando único, aquele profetizado por São Paulo, o do anti-Cristo, o governo único no mundo, regido por um déspota, que com grande poder governará a terra.
Que pena que o homem tenha decidido ser papel principal na destruição do mundo, da terra, terra azul, como quer o astronauta olhando-a de longe, lá da lua, que está mais para verde, de tanta poluição, de tanto mal trato, novamente pelo homem.
Maranata, Senhor.
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