quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O laivo do crime.

O desazo do ser humano em não pecar é tão grande que sempre em qualquer lugar do mundo, se encontra um jeito sarcástico de se inocentar alguém por crimes cometidos, considerando crime como quebra de leis, assim, em uma similaridade com o conceito do pecado cristão, revertendo culpa para o criminoso, mas, o que acontece na maioria dos casos é que esse jeitinho moleque de ação e de irresponsabilidade acaba por ferir ou abalroar outros seres humanos ou mesmo a natureza, gerando vítimas dessas ações.

O sentido de autocrítica e de renúncia, em todas as profissões, perde a cor, o brilho, e, não se executa o mais forte sistema de interação social que é o perdão, produto do amor, ou a volta atrás nesses atos. Maquiavelicamente se faz e refaz os mesmos atos se maquiando a verdade dando-lhe aparência de correção. Essa perda da autocrítica, enfarruscada pelo prazer de ter a aparência de mais inteligente e mais sagaz que os outros, gera uma balbúrdia nas comunidades sociais.

Fiquei estarrecido, ontem, quando ao tomar a tribuna, o púlpito do senado, um senador ao dar um cartão vermelho ao presidente do senado, literal, pois, o mesmo tomou de uma folha vermelha, à guisa de cartão, e levantando-a mostrou-a ao presidente do senado, no que foi imediatamente rebatido em um rompante de outro senador, com a acusação de que não falava a verdade, não estava sendo sincero. Isto gerou naquele senador um descontrole total gerado pela indignação de estar sendo acusado de uma maneira tosca por outro, de uma forma injusta, e, quase assisti a morte de um ser humano, que seria vitimado por uma ira totalmente desnecessária. Não sei quem é culpado, ou criminoso, no caso, mas, sei que a seriedade de um gerou a molecagem do outro, e, aparentemente o objeto do crime ou crimes, saiu ileso, protegido exatamente pelo cinismo, puerícia proposital dos que usam a inteligência para isto.

O laivo do crime deveria estar exatamente onde é seu lugar, isto é, na consciência das pessoas e que estas pudessem ter a capacidade de amar e ser perdoado, perdoando, assim, talvez pudéssemos ter refletido na sociedade o que se é nas nossas almas. Em todos os sentidos a vida valeria mais, seria melhor de ser vivida num mundo mais claro, mais transparente onde o escondido seria exceção e não regra. Aprendamos, então, a sermos mais tolerantes com a verdade e termos a sinceridade, a humildade de com orgulho poder voltar atrás nos nossos atos, pedindo perdão e procurando não fazer mais o que não é verdadeiro e deixando o laivo do crime como orientador real da consciência e assim, certamente, estaremos aptos a nos redimirmos de nosso atos.

Maranata, Senhor.

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