sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Tudo por um fio.

A vida tem proliferado de todas as formas e modos, lhana com ela mesma, basta uma brecha no grande processo vital, com suas reações químicas, bioquímicas e biológicas, para que já se manifeste uma nova forma de vida, numa eterna mutação, onde teoricamente há uma evolução no dna dos seres vivos, tornando-os mais sofisticados. Assim é no contante ir e vir dos anos, do tempo que nunca pàra. Em todos os aspectos, nos mais variados graus mudanças ocorrem a todos instantes, tornando a vida humana mais sensível a essas mudanças, quase sem defesas, tal a velocidade com que há manipulações laboratoriais, e, também na própria natureza, o maior Laboratório que existe.
Uma amiga minha, colega de trabalho, adoeceu e ficou sem trabalhar por uns quinzes dias, longos e angustiosos, para ela, que estava internada em um hospital, em um leito de UTI. O que acontecera fora tão rápido e drástico que, profundamente a abatera violentamente. Ela estava com dengue hemorrágica, a pior das dengues, e, para piorar a sua situação os dois pulmões estavam se enchendo de água rapidamente. Ela escapou, mas, patenteou a veracidade de que tudo está por um fio. Ontem saudável, hoje hospitalizada às portas da morte.
Os mètodos de esterilização parecem sofrer com isto de uma forma perturbadora. A autoclavagem dos materiais cirúrgicos se abate ante a velocidade de neoformação celular, proveniente de outras células, diferente daquelas originais e tão virulentas ou mais. Cirurgias não cicatrizam, feridas não fecham, infecções agudizadas, com tendência à cronificação, são efeitos dessa condição de mutação celular. Numa velocidade muitas vezes maior do que a gasta em descobertas para tratamento, o grande laboratório natural se organiza melhor que os dos homens, e, com os conceitos antigos de que a bio diversidade, em toda a sua complexidade, não necessita de um olhar especial e um cuidado extremado com as coisas da terra, do ar, e da água, todo esse conjunto certamente sofre e sofrerá, e, continuará sofrendo a violência com que têm tratado a nossa sobrevivência no planeta, conduzindo-o a um fim.
Ainda há possibilidade de reversão. Todas as cartas estão à mesa. Paguemos o preço do descaso com que tratamos nosso destino e dos nossos descendentes em quanto há tempo de remissão, pois, em tudo, todo sistema tem se ressentido e o homem coloca assim o futuro da descedência em risco e o futuro do planeta também.
Tudo se encaminha para o fim de tudo, por isso, em cada segundo que passa, sem o apêgo material exacerbado, o homem deve viver o momento de agora, mas, com o olhar no futuro, para um futuro onde o reciclar da consciência seja simples como o respirar, e, onde ele possa viver em paz.

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