sábado, 18 de agosto de 2012

Fotografias.

Caros leitores, amigos que me acompanham desde um tempo. Peguei-me, dias desses, a vasculhar o passado revendo fotografias antigas e revivendo cada momento, a maioria bons momentos. Já se lá vão tantos anos em algumas fotos. Agora mesmo vejo-me na euforia do primeiro aniversário do Enzo, meu segundo neto; estou com ele no colo, sorrindo e ele segurando um brinquedo. Parecemos felizes. Em outra o Alexandre Neto, meu primeiro neto aparece, numa loja, acho que em Margarita, segurando um boneco do tamanho dele, rindo à toa. Num sucessivo vai e vem de lembranças passo uma boa parte do dia a reviver, prazeirosamente, o que a memória ainda guarda, sim porque, tenho prá mim que um dia sumirá, tanto se houver vida após morte, porque diz-se que outro tipo de matéria e armazenagem de fatos será fato e essas primeiras não terão validade, quanto se não houver vida após morte, porquanto, tudo será aniquilado. Sou meio desorganizado. Não gosto de lugares e pessoas que do seu alto desempenho organizacional impingem certos comportamentos e atitudes, como a esterilização e super-arrumação de seus lugares e comportamentos. Gosto de chegar e sentir-me à vontade. Colocar meus pés para cima de uma mesa, comer onde me der vontade, mesmo na sala, afastando quaisquer possibilidades de assepsia total da sala, do quarto. Pensando e filosofando assim, continuo a olhar as fotografias e sentindo toda energia emanente delas, me fazendo entender que o presente, sedimentação do passado e preparatório do futuro, é que deve ser vivido intensamente. Lá estão os retratos, estáticas fotografias daqueles momentos, inúmeros, incontáveis, mas, tão vivos em minha memória, inclusive com todos os movimentos e perspectivas do momento deixando- me emocionado tal a intensidade das lembranças. Gosto disso. Me faz melhor.

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