sexta-feira, 15 de junho de 2012
O homem nu.
Lagrimei, emocionado, ao ler reportagem, em jornal, sobre um aborto provocado deliberadamente em uma chinesa por esta não ter o equivalente a doze mil reais para poder ter direito de tal evento. A foto é chocante, está no jornal, estática, revelando todo desprezo, covardia e desrespeito a seres humanos, no momento, dos poderosos líderes chineses, em relação ao direito à vida de quem não pediu para ser gerado. A moça, deitada na cama de hospital, com os olhos vermelhos de tanto chorar, olha vaziamente para o infinito, enquanto, ao seu lado, mais perto das pernas em um lençol o neném jaz coberto de sangue, inerte, morto. É uma cena pesada, dessas que comuns são em filmes de terror, chocante porque mexe com a consciência, desnuda a maldade humana, desnecessária, brutal e pecaminosa, revelando total falta Deus nas vidas de quem tem este infame poder de vida e morte sobre outros seres humanos.
Não imagino a pessoa que tal ordem deu. Se não tem dinheiro não tem direito à vida, isto é, se tivesse os doze mil o bebê nasceria a termo, pois, pouco tempo restava para tal, ela estava carregando o neném há sete meses. Registro o caso, confirmado pelos próprios chineses, conforme a reportagem, com muita revolta e emoção, refletindo que é impossível não haver uma resposta de países, de pessoas, de governos a um atento explícito a uma consciência formada, um ser humano completo, morto por causa de uma ninharia: doze mil reais.
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