quarta-feira, 11 de abril de 2012

Macaco velho não mete a mão em cumbuca!

Há uma força, sem nome inteligível, ainda sem cálculo de quanto, em seu ápice, sua capacidade de impactar e causar impressões no objeto fim, pode realmente mudar o cenário inicial. Não é preciso pensar muito para entender que o mundo não pode prescindir dessa força monstruosa, que tem ao longo da história e do desenvolvimento do homem na terra mudado rumos, liberado compaixão, formado mudanças de opinião, conseguido paz aonde não haveria paz, ânimo no lugar de desânimo, perdão onde não cabe mais paciência, sonhos onde não se quer mais, entendimento onde a regra é cizânia, e, principalmente, a compreensão que todos somos iguais, sem distinção alguma, somos completamente pecadores, falhos, ínfimos no discernimento, mentirosos no falar, mistificadores, invariavelmente secos e vazios, o que dá lugar para que o enchimento da alma seja somente amontoados de lama e restos de mal apanhados dentro de nossas e de outras almas.
O nome que poderíamos dar a esse sentimento é o Amor. Nada seremos e seríamos se em um lugar escondido do coração ele por lá não estivesse estimulando nossa consciência para a paz, para o entendimento, para a compreensão de que, em sendo nós, todos iguais, devemos todos nos esforçarmos para ajudar-nos, mutuamente, a evoluirmos até atingirmos a altura perfeita, aquela de Jesus, nosso Senhor, aquela onde o ódio, a ira, as desavenças, as interpretações erradas, mesmo as corretas, a maldade feita e conduzida de propósito, as ingratidões, o esquecimento da história vivida em comum, enfim, tudo de ruim, não pudesse mais atingir-nos e somente dar-nos a exata expressão do real relacionamento, onde os novos não afogassem os mais velhos, estes, construídos tijolo a tijolo ao longo de longa história, resultando em construção sólida, às vezes com muito sofrimento, sobre rocha e não sobre areia onde logo aparece todos os defeitos e acaba por ruir toda construção, como ensinou-nos nosso divino Mestre.
Construamos e continuemos a construir nossa história solidamente, dando e recebendo Amor, prioritariamente aos nossos velhos amores.

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