Em seu livro, Sobre a China, Henry Kissenger comenta a surpreendente evolução da China em quase todos os níveis de bem-estar como país. É claro que tal desenvolvimento só evidenciou-se com a abertura mercadológica dos Estados Unidos em relação à China, em condições surpreendentes de relacionamento, já que, ambos antagônicos em princípios políticos, resolveram relacionarem-se apenas no lado de mercado, sem interferência ideológica de ambas as partes. Isto me deixou bastante otimista, posto que, através de pelo menos quatro décadas ou quase oito presidentes americanos têm-se mantido os acordos bilaterais, e, tal relação abriu enorme espaço para as exportações brasileiras, sendo a China, hoje, maior responsável pela compra de minerais e de nossa agricultura, o que contribuiu, entre outros fatores para a estabilização do Brasil e sua fixação como um dos países em franco desenvolvimento.
As notícias de corrupção e a insensibilidade dos governantes, talvez para manutenção do poder, em resolver através do judiciário, tais questões me deixam pessimista, apesar do esforço desenvolvido pela polícia federal, ministério público em trazer a público tais impunidades. A impunidade leva, como uma avalanche, quase todo potencial de desenvolvimento real e de credibilidade nas ações de gestão interna de nosso país. Há algo que falta. Não respeita-se mais as classes que têm o potencial de equilibrar o país internamente, a judiciária e a política, a religiosa nem se fala. Escândalos envolvendo lideranças importantes, em quase todas as religiões, deixam-me a impressão de que é assim mesmo, não há jeito, não há término para tais maldades.
Resta-me apenas a fé, não no ser humano, em si, eu incluso, mas, numa interferência de fora da questão antropológica, independente da racionalidade, e, assim repito:
Maranata, Senhor, nossa esperança, nosso futuro.
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