Os shoppings sempre são bons ambientes para passeio, para compras, para encontros de amigos, ou mesmo para encontros outros, para tomar-se um bom café, um lanche ou mesmo um almoço, para simplesmente passear de mãos dadas com a amada observando os produtos e seus preços, com suas enormes variações. Os montadores das vitrines das lojas sabem como fazer os potenciais clientes pararem ante elas e depois entrarem nas lojas para comprar. O cheiro das lojas, os trajes dos vendedores, os sorrisos, os atendimentos particulares, os produtos em si, são chamativos e nos levam a gostarmos de estarmos em tais ambientes, nos sentimos ótimos nessa capacidade de consumo. Aliás, essa palavra consumo é que torna pessoas mais ou menos poderosas, quanto mais capacidade de consumo mais poderosa a pessoa é, e, gera uma espécie de sentimento de sentir-se melhor que os outros, sendo que este sentimento nunca é mostrado, ao contrário, uma pseudo bondade é o que aparece, que aflora, mas, se possível o quanto mais longe melhor, desde que o poderoso não entre em contato real com a comunidade onde moram os menos favorecidos pela fortuna, pois, podem sofrer maldades por parte desses.
Dia desses passeava em um dos grandes corredores de um desses shoppings, eu de bom humor, ela sorridente, ambos olhando atentamente os produtos de todas as lojas que passávamos, dissecando os preços e comparando-os com os de outras lojas, entretidos no sério labor, quando passa um sujeito atarracado, apressado, numa velocidade digna de anotação, igual a daqueles atletas que andam como se estivessem correndo, se rebolando apressadamente, o que me chamou a atenção. Depois de uns segundos sentimos um cheiro ruim, podre, e, imediatamente relacionei a pressa do sujeito ao cheiro e entendi, quase vomitando, o ataque a que estávamos sendo alvo. Foi algo totalmente imprevisto, levando em consideração o ambiente e o "nível" de pessoas que por ali transitam. Pensando nisto cai numa gargalhada, um riso incontrolável, lembrando-me que realmente todos somos iguais, não importando aonde estejamos. Todos nós, seres humanos, somos literalmente iguais, e, se não tivermos educação aí é que se evidencia a igualdade, mesmo em lugares onde não deveríamos mostrar-nos mal-educados.
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