Não a conhecia bem apesar de um parentesco longínquo. Era uma prima distante de minha mãe, por parte materna, da família dos Aguiar. Morreu, dizem, de um infarto fulminante, o que soube depois de seu féretro. Não sei a causa mortis, mas, me lembro de minha avó, Lilia, a contar a todos, na sala, que sua família tinha afinidade na morte por problemas cardíacos. Na sua concepção todos os Aguiar tinham essa propensão de morrer assim. Ela própria foi vítima de sua vaticinação. Uma noite, após recolher-se à cama, pediu à nora um copo de leite quente, pedido rotineiro. Ao trazer o tal copo a nora encontrou-a morta na cadeira de espera.
Sei que Fézinha era uma dessas mulheres batalhadoras, preocupadas em dar o melhor da vida aos filhos e administrava sua rádio, junto com seus irmãos, de forma brilhante. Vinda de uma família bem estruturada, aquelas que conseguem sobreviver em meio a tantas intempéries e vicissitudes que a vida implacavelmente permeia entre os humanos, ela soubera dividir os afazeres de mãe, de administradora, esposa com esses problemas logrando êxito em tal proposta, pois, seus filhos, trabalham na rádio, cada um com seus próprios programas radiofônicos de bastante sucesso na cidade.
Manaus certamente vai sentir sua falta seja em não poder mais ouvir sua voz forte anunciando e contando as histórias ou do cantor ou da música anunciada, seja em suas posições de cunho social na distribuição de ranchos, presentes, brinquedos, enfim, toda sorte de pequenas ajudas à população carente.
Lastimo profundamente sua morte, e, estendo meus sentimentos de luto e de minha família à família enlutada. Meus pêsames à família e à Rádio Difusora do Amazonas, sabendo que ela é merecedora de todos os tributos do mundo.
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