quinta-feira, 15 de julho de 2010

Preparativos do Casamento.

Emocionei-me quando abri o site de casamento de minha filha, do meio, Maysa. Na página principal, www.maysaeheitor.com, lá estava seu rosto bonito, feliz nesta fase de sua vida: seu preparativo para o casamento.
Como o tempo, essa terrível armadilha da vida, passa rápido e ao promover momentos bons e maus nos marca deixando laivos de sua passagem em nossas vidas. Maysa é um desses raros momentos da vida que me marcou profundamente. Sua alma simples sempre optou, apesar de sua beleza de parar o trânsito, por estar sempre bonita naturalmente na sua simplicidade. Lembro da sala de estar repleta de gente, em algum de tantos aniversários de alguém da casa, e ela, aos três ou quatro anos, com um vestidinho deixando entrever a calcinha de renda encobrindo a fralda que aumentava seu volume e andando de costas para se encaixar entre as pernas de um de seus tios, com um risinho tão carinhosamente seu. Os cabelos encaracolados e enfeitados por um pequeno laçarote davam e completavam o charme curial de sua personalidade. O tempo passando revelou a personalidade marcante dessa engenheira da computação, profissão que abraçou com amor e dedicação, hoje terminando seu mestrado na universidade em Curitiba, e, com certeza, o préstito de amigos e admiradores aumentam a cada dia que passa sem causar influência em sua simplicidade, rota inerente a sua alma revolucionária.
Emocionei-me. A mente esse magnífico artefato da vida me reportou imediatamente a uma cena muito engraçada e já contada aqui, mas, que vale a pena reproduzir: numa noite a pequena Maysa, recém-nascida, chorava, por volta das duas da manhã, a aurora prenunciada, a madrugada fria com seus ventos gélidos, copiosamente. Acabara de mamar e todos na casa acordaram com tal escândalo. Uma tia de minha esposa, responsável por uma ajuda sem preço, dormitava ao lado do berço quando foi desperto totalmente por tal raivoso choro. Não tive dúvidas. Depois de tudo arranjado fomos os três: Maysa, eu e D. Maria, tia de minha esposa, apressados à casa do médico pediatra, o qual veio nos atender à porta, ainda com os cabelos revoltos, marca do travesseiro, e, sonolento que fazia pena.
- Que se passa?
Contei o ocorrido e ele depois de nos mandar entrar e examinar a menina de tudo que era possível ali naquele momento, ao passar com o dedo perto da boca da criança, sentiu que ela queria a todo custo morder-lhe o dedo. O diagnóstico, mesmo sonolento fora dado: fome. Ela acabou de comer, dissera eu, mas, a evidência era maior e já em casa ela mamou mais uma mamadeira e aprendemos que para ela dever-se-ia fazer mais do que a média recomendava. Depois do fato passado ríamos à beça de tal momento.
Emocionei-me e emocionado pedi a Deus por minha pequena Maysa, que apesar de tudo e todo sucesso em sua vida continua minha garotinha pequerrucha querendo se aninhar em nossos braços que sempre estarão abertos. Felicidades Maysa extensivo ao Heitor, meu futuro genro.

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