Julho passou muito rápido. Meus netos e nora chegaram no início do mês trazendo como sempre muita alegria e enchendo a casa com uma nova disposição de viver. O Enzo, aos seis anos, e, cheio de energia queria de imediato brincar de tudo com todos ao mesmo tempo. Era a ida à casa do primo Rodriguinho e lá brincar de jogo eletrônico onde o guerreiro tal liquida o outro tal, era também o jogo de bola na quadra do condomínio com o avô e o primo João Gabriel, enfim, era o momento para descarregar toda a energia acumulada nos últimos seis longos meses sem a vinda à Manaus. O Alexandre Neto, aos onze, também e de uma maneira diferente queria se divertir com os colegas do condomínio aos quais também não os via desde seis meses atrás. Eram jogos, bola, xadrez, e, logo a casa se transformou em um enorme local de encontro para a rapaziada do prédio.
- Vô, queria que você fosse comigo... Era referência à volta dele para Boa Vista, local onde reside e sua vontade de dar continuidade à felicidade de estar desfrutando a amizade do velho avô.
- Logo vou estar lá com vocês, não se preocupe com isto...
- Vô, preciso de um violão, você pode me dar o seu de presente? Era o Alexandre Neto querendo o instrumento para aprender a tocá-lo.
- Claro, Alexandre, você tem talento e vai gostar muito dele.
Chegou o dia da despedida. Lá no aeroporto o Alexandre começou a sentir um frio desmedido e a ficar angustiado com algo que não podia explicar.
- Está quente, disse sua mãe.
- É o aquecimento do agasalho, pois, ele estava usando um agasalho que me pareceu bastante quente.
Foram. O avião malvado levantou vôo e sumiu na imensidão do ar. A falta de ar atacou-me novamente e pensei neles dentro do avião tentando ver algo através da janela, mas, a escuridão da madrugada era somente um grande manto escuro. Imaginando isso entrei no carro de volta à rotina da vida. Saudades, solidão tudo tão escuro quanta a madrugada.
- Vamos disse à minha esposa e entramos no carro de volta à cidade e à vida...
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