Estamos sob fogo cruzado. De um lado o peso quase morto dos governos oficiais, aqueles eleitos e oficiais, de outro os governos paralelos e que com mais freqüência dominam as cidades de nosso país. Governadores se enroscam com todos os tipos de patrocinadores, que claro cobram seus investimentos em tais campanhas. Agora mesmo, não sei por que veio à tona a séria questão de corrupção no governo do Distrito Federal. Deixaram escapar um filme onde é mostrado o governador, no caso, ainda deputado federal, em 2006, recebendo 50.000,00 reais de propina. Em outro vídeo os corruptos se reúnem depois da distribuição do dinheiro em oração, agradecendo a Deus, por ser tão bom com eles ofertando-lhes essas oportunidades, de receberem propinas e prebendas, dinheiro sujo, desviado de outras atividades sadias e assim prejudicando a ação dessas atividades que teriam ou têm repercussão na sociedade. Em todos os níveis há uma farta fatia de cidadãos que se deixaram envolver em negócios escusos, prejudicando a todos.
No Rio de Janeiro, os chefes do tráfego das drogas comandam descaradamente a sociedade e ditam os caminhos que a cidade e seus cidadãos devem seguir. Aqui em nossa cidade famílias influentes estão diretamente envolvidas com o tráfego, assassinatos e toda a sorte de falcatruas. A sociedade normal, os que vivem para o trabalho e a família resolveram como solução, se trancarem em suas casas onde o perigo da violência existe, mas, é menor que nas ruas, nos restaurantes, boates, cinemas, shoppings, carros, praças, pontos de ônibus, bairros sem luz, semáforos, enfim, em quase todos os lugares da cidade. Podemos dizer que é um fenômeno social espraiado por todo país. A molecagem das autoridades, molecagem entendida como o desencadeamento de ações contra alguém que pode ser disparador de exposição de alguma atividade ilícita, normalmente, de alguém com poder nas mãos, a falta de organização social por parte da sociedade civil, a falta de vontade política dos governantes, facetas dos poderes legislativo e judiciário, não recomendáveis, além de enfraquecer a sociedade geral, deixa proliferar interesses outros que em tudo prejudicam o bem estar social.
- Não tem para quem reclamar, pois, todos estão comprometidos, as instituições, as pessoas, os comandos... Dizia um conhecido meu com referência a uma conta que tinha que pagar e que dos iniciais 6.000,00, com os custos processuais, multas, advogados chegara a 15.000,00 reais descaradamente e como já julgados o acordo só seria efetivado por tempo de pagamento e não por questionamento de quanto valeria o débito realmente.
- É uma molecagem institucionalizada, dizia outro, participante da conversa, veja o imposto de renda que se paga. O assalariado desconta na fonte e quando chega ao final do ano ainda tem que pagar a diferença entre o que a empresa paga e o que é devido ao fisco. Não se pode reclamar sob pena de ser submetido a devassa em sua vida financeira e há um retração nos pensamentos e ações das pessoas.
A constituição demanda juros de hum por cento ao mês no máximo, portanto, doze per cento ao ano, mas, em qualquer transação econômica há juros, multas, e outros encargos que como não se enquadram na palavra juros a molecagem permite que sejam cobrados normalmente arrebentando o orçamento das pessoas.
Acho que estamos em uma hora propícia para uma enorme reunião dos homens de boa vontade para, em se reunindo, orarem, pedindo a Deus por uma nova visão de relacionamento, desprovidos do empenho capitalista de conquistar e querer mais e mais, mesmo que isso signifique o esmagar de outras pessoas, que por sinal formam a grande maioria da sociedade. A reforma política, regulamentada e dando roupagem nova a condução e forma de se fazer política; a reforma tributária onde o estado ganhe mais, mas, não ganhe depauperando o pobre, o homem de modo geral, talvez com a criação de um imposto único; a reforma no judiciário onde a sociedade se sentisse segura na questão da justiça, no geral, sentindo que a lei deve estar em sintonia com os anseios da sociedade. Está na hora de repensarmos o mundo que vamos legar à nossos filhos, netos e bisnetos.
Maranata, Senhor.
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