Não há a menor possibilidade de se entender o que acontece por trás dos relacionamentos, isto é, o que impulsiona pessoas a se relacionarem, sem a verdadeira veleidade demonstrada. O que há no subconsciente, considerando toda a magia que ocorre no mais recôndito interior de nossas almas e nos impulsiona ao relacionamento? Há somente uma grande troca de energia? Há somente interesse sexual? Há somente outros interesses não catalogados que não estão disponíveis no consciente? Há somente a vontade irrevogável de relação humana neste mundo onde a relação é uma necessidade real? Há somente, por causa da solidão, a tremenda vocação de relação? Há somente um universo de desejos que não necessitam de um aval do consciente? Há somente a virtualidade do que achar este ou aquele humano bom e leal e outros tão chatos e sem virtudes admiráveis? Há somente todas as ações do quere-se e do querer? Há somente a ordem explícita por Deus de “crescei e multiplicai e dessa ordem emergiram todas as vertentes do querer? Há somente o inconsciente trabalhando em direção ao amor considerando a não racionalização do próprio amor? Há somente um rumo a ser seguido pelos humanos na direção do relacionamento maior, Deus? Há somente uma fraqueza demonstrada na fragilidade de se ver a imensidão do universo e então nasce uma verdadeira necessidade do precisar? Há somente a percepção de se ver um pequeno grão de poeira no grande universo e assim a procura por outros iguais? Há somente a visão de que é necessária a existência de outros iguais para se reconhecer a vida tal como é? Há somente a grande realidade de que simplesmente existimos e simplesmente temos que nos relacionar para podermos existir e também para nos ajudar mutuamente neste novelo de lã que é a própria vida? Há somente o que?
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