A questão ética, cobrança social teórica, envolve ou necessita de um aprofundamento maior, que suplante as veleidades políticas que são sempre uma enorme venda de imagem, porque, o que acontece nos bastidores políticos, poucas exceções há, é sempre algo não muito recomendável a partir do que é curial ao sentido de estar-se em uma sociedade correta eticamente. Não há muito o que pensar, seja no Brasil seja no exterior o que é inerente à criatura humana é o tentar encobrir sua nudez, seja física seja moral, ou seja, tudo não passa de venda de imagem.
- Agora nesta minha gestão o povo fique tranqüilo que a questão de segurança, de saúde, de educação, enfim, todas as áreas do conviver humano estarão cobertas de forma limpa, sem manchas administrativas etc, etc....
Palmas. O povo, por outro lado, sabe que o candidato não vai cumprir suas promessas antiqüíssimas, e, vota nele. Todas as questões já foram postuladas por outros e às vezes por ele mesmo sem que ao menos houvesse tido um esboço de resolução dos problemas. A ética, esta invenção social, é uma necessidade social senão reinaria o caos na sociedade, pois, sua pureza está no respeito que termina exatamente onde começa o do próximo, isto é, o respeito ao outro é que dita a falta ou não da ética, por isso, às escondidas, sem o “outro” saber é que as propinas, a corrupção anda a solta, tão livre como uma gaivota voltando à beira-mar. Não há pureza na política e é impossível postular-se um teorema que resolva a situação moral do homem. A religião provou ser ineficaz, pois, no domingo ou qualquer hora o homem está na igreja rezando, orando pela população, enquanto seus cofres se enchem, e, o que era para ser realmente bom para os outros é somente para o bolso individual dos líderes, dos políticos. Não há como generalizar o ser humano político ou não. Certamente nessa imensidão de gente que há no mundo alguns há sinceros, pelo menos tentando viver sem venda de imagem, o que é muito difícil, diria quase impossível, porque, o que vale é uma boa prebenda no aposentar-se. Como a religião adulterou-se e acabou por apresentar-se, como empresa, aos grandes partidos políticos, induzindo e puxando par aperto de si grupos políticos poderosos e fazendo um volver na história revivendo momentos onde a política, o estado, e a religião conviviam em grande harmonia, trazendo toda sorte de mazelas para o povo que continua se anestesiando com pão, sangue e divertimento.
Há um porém, nesta história, além da religião fracassada que está, há um crescendo do poder paralelo, o mal em si, com grandes e inteligentes e despreparadas lideranças do crime. Vislumbram-se as cidades previstas por Aldous Huxley em seu “Admirável Mundo Novo”, fantástica ficção profética, onde a população do bem fica acuada e trancafiada em enormes redomas que tentam a todo custo não deixar o mal entrar.
Em quem votar? Eis uma boa questão.
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